Quem dirige fora da lei vai sentir a pressão no bolso. A partir de hoje (1º) as multas de trânsito estão mais caras. Esse é o primeiro reajuste no preço das infrações em 16 anos. As mudanças são o resultado de uma lei sancionada pela então presidente Dilma Rousseff (PT), no mês de maio.
 
Em resumo, são três mudanças: no preço a ser pago pelas infrações - que aumentam entre 52% e 66%; no nível em que elas são enquadradas - dirigir ao celular, por exemplo, passa de média a gravíssima; e novos casos de punição, como em relação a quem for flagrado dirigindo bêbado e se recusar a fazer o teste do bafômetro.
 
Pela nova legislação, as infrações de natureza leve são as que sofrerão maior reajuste. O valor passará dos atuais R$ 53,20 para R$ 88,38, uma correção de 66%. Exemplo desse tipo de infração é parar sobre a faixa de pedestres ou calçada, usar a buzina em local ou horário proibidos pela sinalização.
 
Já as multas consideradas médias, que são infrações como transitar em horário ou local proibidos, dirigir com o braço para fora, farol ou lanterna queimados, sofrerão reajuste de 52%, passando de R$ 85,13 para R$ 130,16.
 
A multa por estacionar sobre faixa de pedestres ou ciclovia, não dar seta, conduzir o veículo em mau estado de conservação (com pneu careca, por exemplo), infrações consideradas graves, passará de R$ 127,69 para R$ 195,23 , um aumento também de 52%.
 
Já que tem o hábito de falar ou manusear celular ao volante, estacionar em vagas reservadas para deficientes e idosos e dirigir sem carteira de habilitação, terá que pagar multa de R$ 293,47. Antes a infração custava R$ 191,54, aumento de 53%.
 
Quando a mudança entrar em vigor, as multas mais pesadas, que são as infrações gravíssimas com multiplicador de 10 vezes, passam a ser de R$ 2.934,70. Este é o valor previsto para quem é pego disputando racha ou forçando a ultrapassagem em estradas, por exemplo.
 
As mudanças não ficam só no valor, também há alterações no CTB (Código Brasileiro de Trânsito).
Dirigir ao celular deixará de ser uma infração média e passará a ser gravíssima. Essa é uma das infrações mais comuns em Campo Grande – de janeiro a agosto foram 6,1 mil motoristas flagrados.
 
Se antes não era obrigatório fazer teste do bafômetro, agora quem se recusar a fazer e for reincidente em menos de um ano, pagará multa que pode chegar a R$ 5.869,40. Isto corresponde ao valor da multa por infração gravíssima, que passará para R$ 293,47, multiplicado por 20.
 
Amulta por embriaguez também fica amis cara, de R$ 1.915,40 para R$ 2.934,70. O que significa que quem for flagrado dirigindo bêbado e se recusar a atestar isso, somada à reincidência em até um ano, pode pagar até R$ 8.804.
 
Além disso, atingir 20 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) também terá consequências mais graves. O tempo de suspensão do direito de dirigir será maior: o mínimo, que hoje é de um mês, passará a ser de seis meses.
 
O veículo de um motorista pego sem CNH ou com o documento cassado não será mais apreendido. O carro passará a ser retido pelos agentes de trânsito até que alguém habilitado vá buscá-lo. Agora, todo o valor arrecadado com as infrações deverá ser exposto na internet.

Fonte: Luana Rodrigues - Campo Grande News


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