O volume de chuva até 17 de janeiro em Corumbá, a 419 quilômetros de Campo Grande, está 10% acima do total previsto para todo o mês, que é de 145,4 milímetros. Dados da Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) apontam que até aquele dia a precipitação havia atingido 164 milímetros desde o começo do mês.
 
Segundo informações do Diário Online, janeiro é normalmente o mês mais chuvoso do ano na cidade. Ano passado, nesse mesmo período, foram registrados 330,8 milímetros de precipitação pelo Cemtec-MS (Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul).
 
A última quinta-feira (12) foi um dos dias mais chuvosos neste ano, quando em uma hora caiu em média de 74,2 milímetros, que corresponde a mais da metade do esperado para janeiro.
 
Nos primeiros 17 dias de 2017 foram registradas ainda 48.971 raios, o que corresponde a 15% da incidência total do Estado (com 319.811 registros de raios).
 
Conforme o jornal local, as PCDs foram instaladas em abril de 2015 como parte de um projeto de implantação de um sistema de previsão de ocorrência de desastres naturais em áreas suscetíveis de todo o Brasil, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
 
Estragos - O secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Ricardo Campos Ametlla, disse ao jornal no sábado que a prefeitura demoraria pelo menos uma semana e meia para concluir o levantamento das causas dos alagamentos e outros transtornos causados pelo temporal.
 
Somente a limpeza da tempestade que atingiu o município no dia 12, um dos mais fortes registrados na Cidade Branca, demoraria uma semana. Em apenas uma hora choveu 70 milímetros, metade do esperado para todo o mês. De acordo com o site Diário Corumbaense, a média de chuva para janeiro na cidade é de 145,8 milímetros. Os Bombeiros registraram 20 pontos de alagamentos na cidade, além da queda de duas árvores sobre duas residências.
 
Foram mais castigados os bairros da parte alta de Corumbá, localizados na região sul, e o Centro. Este último, conforme o secretário, não era atingido dessa forma pela chuva desde 2004. A água invadiu comércios, bares e restaurantes.
 
No bairro Cervejaria, um deslizamento da encosta atingiu duas casas, deixando as famílias desabrigadas, sendo encaminhadas aos albergues da prefeitura.
 
Já nos bairros Cristo Redentor, Guatós e Cravo Vermelho, moradores tiveram prejuízos materiais devido os alagamentos.

Fonte: Campo Grande News


Deixe seu comentário