Charge de Almir Quites
A homologação de 77 delações premiadas de executivos e ex-executvos da Odebrecht pela ministra Cármen Lucia pode estar deixando alguns políticos de Mato Grosso do Sul inquietos, segundo um analista ouvido nesta sexta, 03, pelo O Pantaneiro.

Reforçam suas palavras, entrevista ao Site Uol, dada pelo coordenador da força tarefa da Operação, o procurador federal Daltan Dallagnol. Segundo ele, a Lava Jato entra em um novo período. As recentes prisões do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) e do empresário Eike Batista, que já teve fortes ligações com Mato Grosso do Sul, comprovam o raciocínio.

Segundo Sérgio, esses acordos de delação devem revelar casos de corrupção em vários Estados, ligados a políticos de diversos partidos. “É natural que aconteça um desdobramento da Lava Jato com os filhotes da operação por todo o país”, disse.

Ouvido recentemente sobre o assunto pelo site campo-grandense Midiamax, o deputado douradense Geraldo Resende (PSDB) lembrou que todos têm direito à defesa. “Não podemos condenar se algum nome for ventilado, como fazem alguns setores da imprensa e da própria classe política”, observou o parlamentar.

A propósito da crítica de Geraldo a setores da imprensa, alguns órgãos do país revelaram que a possibilidade do empresário Eike Batista colaborar com a Operação Lava Jato pode trazer revelações envolvendo agentes políticos de vários Estados, inclusive Mato Grosso do Sul.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre 2006 e 2012, ele destinou R$ 12,6 milhões a políticos e diretórios regionais de 13 partidos em oito Estados. Mato Grosso do Sul está neste mapa. 

Fonte: VSM para O Pantaneiro


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