Uma servidora de Campo Grande, teria deixado o Estado na sexta-feira (2), após receber ameaças de integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). A informação é do Sinsap (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul), mas a Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário) nega que o afastamento da servidora de suas funções tenha sido em decorrência de ameaças.
 
Conforme o presidente do Sinsap, Andre Luiz Santiago, a servidora teria recebido o alerta de autoridades de segurança do Estado. “Policiais interceptaram uma ligação do PCC e, nesta ligação, criminosos diziam que ela e uma outra servidora de Dourados, estão na lista para morrer. Desesperada, ela deixou o Estado por alguns dias”, disse Santiago.

A afirmação do presidente do sindicato ocorreu durante manifestação dos agentes, realizada em frente ao presídio de segurança máxima de Campo Grande, na manhã desta segunda-feira (05). Cerca de 20 agentes participaram do protesto que pede maior segurança aos servidores.
 
A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) confirma que a servidora está afastada, mas nega que ela tenha deixado o cargo temporariamente por conta de ameaças, mas assume o estado de alerta. “Ela está de férias, tirou uns de descanso, apenas isso. Mas nossos servidores todos estão de sobreaviso, porque existe uma preocupação nacional quanto a ameaças. Três agentes sofreram atentados em todo o Brasil nos últimos dias, inclusive um daqui do estado, isso faz com que nós estejamos atentos”, disse Ailton Stropa, diretor-presidente da Agepen.
 
Conforme o Sinsap, as ameaças a servidores ocorrem porque existem poucos agentes para cuidar de muitos presos dentro das penitenciárias. “Um exemplo é o nosso presídio de segurança máxima, que tem 2308 detentos, o que significa um agente para cada 900 presos, quando na realidade o Conselho Nacional de Políticas Criminais e Previdenciárias, determina um agente para cada cinco detentos”, explica.
 
Paralisação – Durante toda esta segunda-feira (5) haverá redução de todas as atividades da rotina das cadeias de Mato Grosso do Sul. “Não vamos soltar presos para ir escola, setor de trabalho ou atendimento psicossocial, haverá somente atendimentos essenciais como alimentação, atendimentos de saúde e banho de sol, previstos em lei”, disse.
 
A expectativa do sindicato é que todos os agentes penitenciários do Estado participem da paralisação que cobra mais segurança aos servidores do sistema.

Fonte: Campo Grande News


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