Na abertura do 1º Workshop sobre Gestão em SST (Saúde e Segurança do Trabalho), realizada no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), o presidente da Fiems, Sérgio Longen, reforçou a necessidade de o SESI oferecer produtos de interesse da indústria estadual e nacional. “Os empresários industriais sul-mato-grossenses e também de outros Estados do Brasil estão ansiosos por produtos nobres e o Programa de Gestão em SST do SESI se enquadra nesse quesito. A minha expectativa é de que, em três anos, o SESI possa ser referência na disponibilização desse serviço em todo o País”, destacou.
 
Sérgio Longen acrescentou ainda no início do evento, que reúne os departamentos regionais do SESI de Mato Grosso do Sul e de outros 20 Estados, que é preciso responder às demandas do principal cliente da entidade, que são as indústrias. “Esse workshop marca o começo da virada de página do SESI, que passará a oferecer o que a indústria quer, evoluindo e avançado na oferta de produtos nobres. Em pouco tempo, esperamos que o mercado busque o SESI para ser um parceiro e uma referência na área de gestão em SST”, ressaltou.
 
Ele completa que os dois dias de workshop possibilitarão aos técnicos do SESI de todo o País a chance de ajustar esse novo produto para a realidade de cada Estado. “Serão dois dias de lapidação do Programa de Gestão em SST e os técnicos aqui presentes vão ajudar a multiplicar esse produto. Vamos trocar experiências e focar na construção desse novo SESI mais focado em atender as necessidades do setor industrial brasileiro”, finalizou.
 
Novo foco
 
O diretor de operações do SESI Nacional, Marcos Tadeu, que também participou da cerimônia de abertura do 1º Workshop sobre Gestão em SST, reforçou que está na hora de mudar o foco de atuação da entidade em nível nacional. “Temos de deixar para trás o SESI que queremos para substituí-lo por um SESI que a indústria quer. A gestão em SST pode ser o grande filão do mercado e, por isso, precisamos sair da área de cooperação de massa para entrar nessa nova área de atuação, que é uma atividade de maior valor agregado”, discursou.
 
Marcos Tadeu pontuou ainda que um novo foco do SESI Nacional será atuar junto com a área de associativismo industrial para fortalecer o sistema sindical do setor industrial brasileiro e o Programa de Gestão em SST pode contribuir nessa linha. “Trata-se de um produto bom, a demanda existe e, nesse sentido, vamos atuar cada vez mais na oferta de serviços que possam gerar receita. Esse workshop vai contribuir para que possamos harmonizar esse produto em todos os nossos departamentos regionais”, avisou, recordando o trabalho do presidente Sérgio Longen de demonstrar a viabilidade desse produto para as outras Federações das Indústrias do País.
 
O superintendente do SESI de Mato Grosso do Sul, Bérgson Amarilla, lembrou que o Programa de Gestão em SST foi lançado em outubro do ano passado no Estado e tem ajudado na busca das indústrias por caminhos para redução de custos, atuando de forma preventiva e levando orientações aos empresários. “O trabalho é preventivo, de forma a verificar eventuais necessidades de melhorias e orientar o empresário para que as faça, evitando, assim, autuações. Fazemos algo como uma pré-auditoria de atendimento às NRs (Normas Regulamentadoras), verificando se estão conformes ou não. Cada setor tem suas normas específicas. Orientamos a empresa sobre o que fazer para ficar de acordo. É um relacionamento contínuo com a indústria”, disse.
 
O evento
 
Após a abertura do evento, que prossegue até esta sexta-feira (16/09) no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco e é voltado somente para os departamentos regionais do SESI interessados em desenvolver gestão em SST para grandes, médias, pequenas e micro indústrias, a diretora de SST do SESI no Estado, Adriana Sato, fez uma apresentação sobre o produto para as grandes e médias indústrias. Ela explicou que o Programa é desenvolvido em cinco etapas: gestão dos programas SST, gestão dos atestados, gestão dos acidentes de trabalho, gestão dos afastados pelo INSS e gestão em FAP (Fator Acidentário de Prevenção) /NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário).
 
Para as médias e grandes empresas, de acordo com Adriana Sato, a 1ª das cinco etapas do Programa é a de gestão dos programas de SST, que identifica os riscos ambientais mais graves e iminentes de acidentes e doenças ocupacionais. “Já a etapa de gestão dos atestados identifica os setores com maior incidência de atestados e relaciona os atestados às atividades realizadas, acidentes de trabalho, NTEP e FAP e propõe ações para minimizar situações geradoras desses atestados”, informou.
 
Também identifica as CIDs (Classificações Internacionais de Doenças) mais comuns, informa o custo médio dos dias perdidos com absenteísmo, aponta as situações que favorecem o adoecimento e propõe soluções por meio de plano de ação. “A etapa de gestão dos acidentes de trabalho identifica o setor mais prevalente e incidente de ocorrência dos acidentes de trabalho, as partes do corpo afetadas pelos acidentes de trabalho e as situações geradoras dos acidentes de trabalho. Além disso, propõe ações de prevenção dos acidentes de trabalho”, destacou a diretora.
 
No caso da etapa de gestão dos afastados pelo INSS, são identificados os motivos de adoecimento e afastamento pelo INSS e os setores com maior incidência de afastamentos. Também relaciona as CIDs, os atestados com as atividades realizadas, NTEP e FAP, e identifica as situações que favorecem o adoecimento e doenças do trabalho, evitando o afastamento do trabalhador. A 5ª e última etapa é a de gestão em FAP/NTEP, que identifica os fatores contribuintes para o aumento do FAP, além de propor soluções para amenizar ou neutralizar as situações causadoras do aumento do FAP, por meio da indicação de implementação de ações preventivas, visando medidas de controle e gestão. Essa etapa também acompanha os indicadores para avaliar o resultado das ações propostas implementadas e identifica se a cobrança do FAP foi pertinente.
 
Programação
 
Já no período da tarde, a partir das 13h30, o gerente de SST do SESI do Estado, Evandro Ramos, fará uma apresentação sobre a solução SESI em SST para o micro e pequenas indústrias. Ele explicará o manual da solução SESI MS em Gestão de SST, relatório de entrega, modelo de contrato, sistemas informatizados de SST e parceria com o SEBRAE.
 
Para o segundo dia, dia 16 de setembro, também a partir das 8 horas, o gerente de sistemas e inovação do SESI do Estado, Ricardo Egídio dos Santos Junior, apresentará os sistemas informatizados e inteligentes de SST, abordando o business intelligence. No período da tarde, a partir das 13h30, será detalhado o cronograma de implantação, destacando o modelo de projetos estruturantes e parceria Sebraetec, enquanto em seguida será encerrado o evento.
 
 

Fonte: Daniel Pedra UNICOM / SFIEMS - Assessoria de Imprensa


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