Governador em exercício durante reunião com a presidência da república.
O presidente Michel Temer atendeu ao pedido da governadora em exercício de Mato Grosso do Sul, Rose Modesto, para disponibilizar permanentemente a presença das Forças Armadas na linha de fronteira de MS com o Paraguai e Bolívia. A solicitação aconteceu na tarde desta quarta-feira (dia 18) em reunião da governadora e mais sete governadores do Brasil com a autoridade máxima do país no Palácio do Planalto. Esta é uma reivindicação que já havia sido feita pelo governador Reinaldo Azambuja à presidência da República, em anteriores reuniões sobre Segurança Pública na capital federal.
 
De acordo com a governadora em exercício, o pedido é parte de um pacote de solicitações de Mato Grosso do Sul para questões de segurança que “prioritariamente passam pela fronteira”, citou, explicando. “Temos uma faixa extensa que infelizmente não pode estar apenas sob cuidados do Estado, o Governo Federal precisa estar permanentemente atuando nesta faixa e de maneira massiva”, pontuou Rose.
 
Ainda na agenda com o presidente Michel Temer, o secretário de Estado de Justiça e de Segurança Pública, José Carlos Barbosa, avaliou o encontro como bastante produtivo. “O presidente afiançou a presença das Forças Armadas nas fronteiras e apoio ao sistema penitenciário”, apontou. O secretário já estava em Brasília e vinha de reuniões com ministros sobre o Plano Nacional de Segurança Pública.
 
Nesta quarta-feira (18) havia a previsão para assinatura da adesão dos Estados ao Plano que foi cancelada pelo Planalto Central. No lugar, houve o encontro apenas com os governadores da Região Norte mais MT e MS. “Há pontos do plano ainda em construção”, citou Rose.
 
A presença das Forças Armadas na faixa de fronteira nos limites de MS com os dois países vizinhos será com efetivos do Exército, Marinha e Aeronáutica. Após o acordo de hoje, Governos Federal e Estadual definem tramitação pertinente para o posicionamento estratégico das Forças.
 
Outra sinalização do presidente Temer para MS é o aumento do número de pessoal da Força Nacional no Estado. Cerca de 40% dos presos que hoje estão em Mato Grosso do Sul são oriundos do tráfico, do crime transnacional, totalmente custeados pelo Estado. Aumento do efetivo da Força Nacional, apoio financeiro ao sistema prisional, além de envio das Forças Armadas aos presídios também foram tratados na reunião desta quarta-feira.

Fonte: Sejusp


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