Os sistemas de inteligência das polícias de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná devem ser integrados no primeiro trimestre de 2017 para fortalecer o combate ao crime organizado. A afirmação é do secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa, que se reúne nesta quinta-feira (26) com os secretários de Segurança Pública do Mato Grosso, Rogers Jarbas, e do Paraná, Wagner Mesquita, para definir formas de interação entre os três estados. A reunião técnica é realizada em Campo Grande.
 
Segundo os secretários, a integração dos sistemas de segurança objetiva a troca de informações de núcleos de inteligência, já que os três estados vivem a mesma realidade: têm fronteiras com países vizinhos e enfrentam ações de organizações criminosas, como contrabando de armas e tráfico de drogas.  “Estamos antecipando aquilo que o Plano Nacional de Segurança Pública diz: integrar as forças policiais estaduais. Estamos antecipando esse processo para termos uma polícia mais especializada”, explicou José Carlos Barbosa.
 
A ideia é fazer com que um sistema já utilizado em Mato Grosso passe a gerenciar informações entre os três estados, possibilitando o acesso remoto em qualquer cidade de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná. “MT tem o banco de dados chamado S3i, que é um sistema de integração de banco de dados. A proposta é compartilhar esse sistema com Paraná e Mato Grosso do Sul. A partir daí teremos um ganho de estrutura de informações. Isso pode ser feito de forma imediata e sem custo”, garantiu.
 
Com a instalação dessa plataforma, informações sobre crimes ocorridos no Paraná poderão ser acessadas pelas polícias de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, por exemplo. “Isso faz com que informações, relatórios e toda atividade de inteligência que dá suporte a atividade operacional tenha mais eficiência”, afirmou Jarbas. “Estamos saindo de uma segurança pública reativa para uma segurança pública proativa, com prospecção de cenário e análise de risco”, completou.
 
Para o secretário do Paraná, o compartilhamento de banco de dados possibilita ainda estabelecer alvos prioritários do crime organizado, constituir ferramentas de investigação para dar subsídio às ações de polícia e coordenar operações especiais. “Todos nós temos policiamento ostensivo na faixa de fronteira e uma análise criminal pode trazer melhoria de eficácia no atendimento das operações”, pontuou.
 
Esse é o primeiro encontro formal entre os secretários de segurança pública dos três estados. A intenção do grupo é fazer reuniões periódicas para que sejam traçadas ferramentas de combate ao crime organizado nas fronteiras, com apoio da União, já que o crime cometido nesses estados impactam os sistemas de segurança pública do restante do País.

Fonte: Governo do MS


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