Só este ano, já foram notificados quase 1,5 milhão de casos de dengue no Brasil
O início da primavera, no dia 22 de setembro, marca o início da temporada de chuvas no Brasil. A mudança de estação traz também o cenário ideal para o acúmulo de águas nas ruas e nas casas (especialmente em quintais e telhados), contribuindo com a proliferação de doenças, a exemplo da leptospirose, transmitida por ratos; e da dengue, cujo transmissor é o mosquito Aedes aegypti.
 
Só este ano, já foram notificados quase 1,5 milhão de casos de dengue no Brasil, com cerca de 500 mortes. Com o fim do inverno e a intensificação das chuvas prevista para o Sudeste e Centro-Oeste a partir deste mês, o número de casos tende a crescer ainda mais. A chuva retida em vasos, poças d’água, pneus, garrafas, potes e caixas d’água abertas são um chamariz para o mosquito transmissor da dengue. Para combater o mosquito é preciso eliminar os insetos adultos, com a aplicação de inseticidas, e acabar com o criadouro de larvas. Também é preciso eliminar os ovos do mosquito, que são capazes de resistir em áreas secas por até um ano.
 
Por isso, o alerta à população deve ser intensificado, ressaltando a importância do trabalho de prevenção e orientação. A dengue é considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O Brasil é um dos países mais atingidos no mundo e, somente, em 2015, mais de 1, 6 milhão de casos foram registrados. A doença causa febre, dores generalizadas e, em casos graves, pode levar à morte. No ano passado, a média foi de dois óbitos por dia no Brasil.
 
De acordo com recente Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, até 09 de julho foram registrados cerca de 1,4 milhão de casos prováveis de dengue. Nesse período, a região Sudeste registrou o maior número de casos prováveis (837.400 casos; 59,8%) em relação ao total do país, seguida das regiões Nordeste (295.036 casos; 21,1%), Centro-Oeste (154.359 casos; 11,0%), Sul (76.465 casos; 5,5%) e Norte (36.220 casos; 2,6%). Os estados que se destacam com o maior número são: Minas Gerais (2.515,1 casos/100 mil hab.), Rio Grande do Norte (1.521,2 casos/100 mil hab.), Goiás (1.338,5 casos/100 mil hab.) e Mato Grosso do Sul (1.187,9 casos/100 mil hab).
 
Os casos confirmados de dengue quase duplicaram (96% de aumento) no Mato Grosso do Sul de janeiro até o final de agosto deste ano  com relação ao mesmo período do ano passado. Foram 58.136 notificações, contra 29.638 em 2015, ano em que o número de casos já havia crescido 338% com relação ao ano anterior. E o número de mortes pela doença, nestes oito primeiros meses (17) de 2016, já supera as registradas em todo o ano passado (16). Foram 7 óbitos por dengue em Ponta Porã, três em Campo Grande e três em Dourados e uma em cada um dos seguintes municípios: Coxim, Maracaju, Porto Murtinho e Tacaru.
 
Além do combate ao mosquito transmissor, o Brasil é um dos primeiros países do mundo a contar com a imunização, que contribui com a redução do número de casos de dengue na população. Há vários estudos mostrando que, quem se vacina, além de se proteger, reduz as chances de transmissão da doença para outras pessoas. No caso da dengue, a imunização contra a doença também ajuda a interromper o ciclo de transmissão da doença pelo mosquito Aedes aegypti.
 
Estudos comprovam que a imunização contra dengue reduz as internações em 81%, e em 93% os casos de dengue grave, os que levam ao óbito, como a dengue hemorrágica, e previne 2 em cada 3 casos de dengue. “Essa é uma medida muito importante para proteger a população em geral”, explica Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi Pasteur.

Fonte: Da Redação - Com informações assessoria


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