Politica do Estado ganha novos contornos com ritmo acelerado de Marquinhos

A capital do Estado, Campo Grande, que enfrentou desgostosos quatro anos de intensas batalhas judiciais, instabilidade politica e uma crise financeira jamais vista, agora respira um pouco mais aliviada.

Com a guerra politica entre prefeito, vice, câmara de vereadores quem mais perdeu na gestão Bernal/Olarte/Bernal foi a população. Os buracos, ou crateras como pudemos conferir em algumas ruas, tomaram conta da cidade e a falta de planejamento, aliada a instabilidade politica, tornaram isso um problema dos mais graves já enfrentados.

Felizmente, com a eleição do ex-deputado, advogado, pastor, apresentador de tv, professor universitário e comunicador Marquinhos Trad, a população já conseguiu ver nos primeiros dias de mandato, algumas mudanças importantes, principalmente no que diz respeito à transparência das ações e a forma de se comunicar com os munícipes.

Com tranquilidade e de uma forma muito mais leve, o novo prefeito, que é irmão do ex-Prefeito Nelsinho Trad, tem conseguido trazer para perto partidos e lideranças de diversas agremiações.

Os tucanos estão juntos no projeto de recuperação da malha viária. São milhões do Governo do Estado repassados para ajudar a tapar os buracos e registro de abraços fraternos.

Os peemedebistas, através de um de seus lideres mais efusivo, ex-governador André Puccinelli, estão curtindo os melhores momentos de um enlace inóspito. Ocorre que André Puccinelli aceitou assessorar Marquinhos nas demandas da capital em Brasília e o que parecia uma guerra virou um casamento interessante.

Com a ascensão de Marquinhos, Nelsinho, que já declarou sua pretensão em disputar o Governo do Estado em 2018, fala com mais firmeza do projeto e já procura aliados do irmão.  

Em meio a problemas gerado pela escassez de recursos ou ainda pela forma equivocada com que vinham sendo aplicados nos últimos anos, ainda assim, o novo Prefeito tem conseguido avançar e a velocidade que impôs a sua gestão tem feito outros grupos tirarem o pé do chão.

E o Governo do Estado?

A reforma administrativa, anunciada pelo Governador Reinaldo Azambuja, e que gera expectativas positivas em torno do enxugamento da maquina e recolocação de pessoas em sua gestão não deve acontecer por só conta disso, mas há que se considerar a vitória de Marquinhos como um importante empurrão.

A cúpula que faz parte do projeto ‘Reinaldo Governador’ já vinha estudando formas de readequar a estrutura, que minimamente garantissem boa participação na disputa pela reeleição, e com o retorno triunfal dos ‘Trad’ ao poder digamos que, eles tiveram que ficar mais atentos, estabelecer prazos e redistribuir melhor as funções.

Além da manutenção das secretarias, que serão reduzidas de 13 para 10, com remanejamentos e extinções, figuras chaves da gestão de Azambuja devem assumir posições estratégicas, visando garantir um ‘up’ a administração que anda meio que, apagadinha.

A substituição dos mineiros na Subsecretaria de Comunicação por dois dinossauros da mídia do Estado, Ico Vitório e Fausto Brittes (ambos ex-correio do Estado) é a primeira que podemos citar.

Os experientes jornalistas ajudaram a dar um ar mais leve as noticias publicadas pelo Portal do Governo. Para tanto fizeram um limpa e deram espaço a profissionais ‘prata da casa’. A cerejinha do bolo ficou por conta da chegada do Maracajuense Édio Rezende que veio para cuidar da distribuição das mídias, substituindo Thiago Mishima, que retorna as atividades mais voltadas a politica, e passa a compor a equipe de coordenadores regionais, ligados a Casa Civil.

Édio Rezende, que está com Azambuja há mais de duas décadas, além de amigo, lhe serve sempre como uma espécie de bombeiro, apagando incêndios e ou apaziguando ânimos.

E a Assembleia?

Seguindo com as reformas e readequações vamos falar da transição do ex-Prefeito de Sidrolândia e atual diretor presidente da Agraer Enelvo Felini, que deve assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa com a missão de dar gás a liderança do Governo. E da possível alteração no comando do Detran, que segue nas mãos de um pedetista cujo uniforme do time de Azambuja ficou bastante justo. O órgão que é um dos maiores arrecadadores dos cofres do Estado se desgastou com algumas medidas impopulares e deve ganhar um gestor mais populista, que ASSISta melhor as demandas dos contribuintes.

No meio da tempestade quem resiste firme, tocando com mãos de ferro sua pasta - e a de quem não comparece - é o Secretário da Casa Civil, Sérgio de Paula. O braço direito de Reinaldo desde os primórdios de sua vida publica, segue colhendo os louros pela eleição de bom numero de prefeitos no interior, mesmo chamuscado pela derrota de Rose na capital. Chamado a responsabilidade um pouco mais ao final do processo eleitoral só restou a De Paula garantir uma derrota mais digna a caçula da família Modesto. E assim o fez.

E a vice Governadora?

Por falar nisso, segue como uma incógnita quais seriam os planos de Rose, que retornou a Governadoria e colocou o time todo para ajuda-la na vice-governança, deixando de vez o trabalho na Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), que deve ser extinta no pacotão anunciado para ser colocado em pratica nos próximos dias.

O que se sabe, é que o grande projeto de Rose sempre foi o Senado e o entrave são os projetos do irmão Deputado Estadual Reinaldo Modesto, que acontecem na base do empurrão da professora, carismática e que mantem agenda bem mais dinâmica.

Rinaldo que deu trabalho para Rose na ultima eleição, tem previsto para a próxima, uma disputa muito mais preocupante. Para dividir espaço no pequeno ninho, tem Onevan de Matos, Felipe Orro, Mara Caseiro, Beto Pereira, possivelmente Enelvo Felini e uma penca de vereadores novos e animados.

Beto Pereira no entanto, depois de longos anos de namoro com o grupo de Reinaldo, assediado sempre diretamente por Sergio de Paula - com quem tem em comum o gosto pela articulação politica – deve deixar espaço na Assembleia e ser a carta na manga dos tucanos, para substituir Marcio Monteiro na Câmara Federal.

O deputado que encalacrou-se na Secretaria de Fazenda e só diminuiu sua divida com os eleitores ao eleger seu filho Prefeito de Jardim, deve ir para o Tribunal, junto com a prima Marisa Serrano, encerrando seus dias a sombra do poder, quando não estiver a sombra do capacete de moto pelas estradas.

Esse portanto é o novo desenho da politica do Estado. André ressurge firme e ‘quase’ forte ao lado de Marquinhos, que assim como um herói de quadrinhos vem para salvar a cidade. Reinaldo fica esperto com os movimentos e ameaça reação e as ações positivas de seu Governo começam a ganhar visibilidade. Deputados já vislumbram disputa acirrada em 2018 e 2017 promete grandes emoções pra quem como nós, curte acompanhar os bastidores da política, com seus acordos, manobras e acertos.
 
 

Fonte: Da redação


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