A Operação Research (pesquisa em inglês), da Polícia Federal, prendeu três pessoas em Campo Grande - que desviaram R$ 1,6 milhão - e uma em Maracaju - que desviou R$ 1,5 milhão. O objetivo é desarticular esquema que desviou R$ 7,5 milhões da Universidade Federal do Paraná (UFPR) entre os anos de 2013 e 2106. Ao todo, 29 foram presos. 
 
A operação colocou fim a um esquema de desvio de dinheiro que era destinado para a “pesquisa”. Pessoas, sem ligação com a UFPR e nem sequer formadas, recebiam recursos para supostas pesquisas. “Para ter uma ideia do absurdo que acontecia, um aposentado chegou a receber R$ 739 mil neste período, outro caso foi de uma cozinheira, que recebeu R$ 318.550,00. Eram pessoas que não fazem parte do quadro de pesquisadores”, disse João Manoel da Silva Dionísio, secretário de Contrato Externo do Tribunal de Contas da União (TCU).
 
Dionísio deixou claro ainda que os valores repassados pelos fraudadores eram muito maiores do que os próprios pesquisadores da UFPR conseguiam para desenvolver suas pesquisas. “Em média, por mês, um pesquisador, doutor ou mestre, recebe no máximo R$ 5 mil para trabalhar. Uma pessoa que fazia parte do esquema chegou a receber R$ 24 mil em um mês e depois, por dois meses seguidos, recebeu R$ 10 mil”, informou o secretário.
 
O que mais deixou os agentes da Polícia Federal surpresos foi a constatação de que o esquema acontecia dentro da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e pela Pró-reitoria de Planejamento Orçamento e Finanças da UFPR. “Isso deixa muito claro que a forma de fiscalização da instituição é muito falha”, afirmou o delegado Felipe Eduardo Hayashi, que coordenou a operação.
 
A Justiça decretou a prisão temporária dos suspeitos por um prazo de cinco dias. Eles serão acusados de peculato (desvio de recurso público) e associação criminosa. Os presos de Mato Grosso do Sul devem ficar em Campo Grande. O restante devem ser encaminhados para Curitiba (PR).

Fonte: Correio do Estado


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