O “salve geral” determinado pelo PCC cruzou a fronteira e chegou ao Paraguai
O “salve geral” determinado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para marcar o 23º aniversário da facção criminosa, comemorado ontem (31), cruzou a fronteira brasileira e chegou ao Paraguai, onde o grupo se fortaleceu nos últimos anos e assumiu o controle do narcotráfico após a morte de Jorge Rafaat, em junho deste ano.
 
Na tarde desta quarta-feira, Daniel Rojas Sergio Romero, 34, o “Richard”, apontado como um perigoso líder de uma quadrilha de assaltantes, foi assassinado no presídio de Tacumbú, em Assunção, capital do Paraguai. Romero era desafeto da facção brasileira e, segundo autoridades paraguaias, foram integrantes do PCC que o mataram a golpes de faca artesanal.
 
Julio Aguero, interventor da penitenciária, disse que a morte de Daniel Romero provocou momentos de tensão no local, já que outros internos se revoltaram com a medida tomada pelo PCC e tentaram vingar o colega.
 
Em entrevista à rádio ABC Cardinal, Aguero disse que um grupo de prisioneiros que estava no pátio da penitenciária encurralou os membros do PCC em um pavilhão. "A população [demais presos] está com raiva e queria fazer justiça com as próprias mãos. Os guardas tiveram de tomar medidas para evitar que fossem mortos”, afirmou.
 
Aguero assumiu o controle do presídio no início de agosto, após a descoberta de celas de luxo mantidas pelo narcotraficante brasileiro Jarvis Gimenes Pavão, aliado do PCC.

Fonte: Da Redação


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