Enquanto o governo estadual afirma ser uma de suas prioridades a Segurança Pública, o Sistema Integrado de Gestão Operacional (SIGO) está integralmente sem funcionamento, segundo apurou o Sindicato dos Policiais Civis do MS (Sinpol/MS). O software é uma das principais ferramentas utilizadas pela policiais para registrar crimes, cruzar dados de criminosos e fazer estatísticas. Assim, os policiais não consegue levantar ficha de suspeitos e são obrigados a registrar ocorrência em editor de textos.
 
Há cerca de três meses o sistema estava parcialmente indisponível devido a problemas contratuais entre a empresa fornecedora do programa e o governo estadual. “Enquanto a administração estadual não resolve a situação, a população e os policiais civis estão sendo prejudicados. O registro de ocorrências está demorando horas e não há como fazer o cruzamento de informações. O trabalho da Polícia Civil está retrocedendo décadas, pois as ocorrências estão sendo registradas em livros e arquivos no computador sem a perspectiva de quando o SIGO voltará a funcionar”, afirmou o presidente do Sinpol-MS, Giancarlo Miranda. Na maioria das delegacias, os delegados instruíram a abertura, em caráter excepcional, de um livro para registro de boletins de ocorrência para ser lançado posteriormente no SIGO quando o sistema voltar.
 
O Sinpol-MS oficiará a Delegacia-Geral, a Sejusp e o Governo do Estado cobrando a solução para o impasse. “Esperamos que este governo realmente haja de forma diferente dos antecessores e que trate a Segurança Pública com prioridade. O policial civil não tem como servir e proteger a sociedade sem o fornecimento das ferramentas adequadas de trabalho”, declarou o sindicalista.
 
No próximo sábado (17), às 9h, a categoria se reunirá em Assembleia Geral na sede do Sinpol-MS em Campo Grande para debater, dentre outros assuntos, a paralisação das atividades por tempo indeterminado caso o SIGO não volte a operar. Se aprovada, essa será uma ação inédita dos policiais civis que farão o movimento paredista com o objetivo de reivindicar condições de trabalho. 

Fonte: Sinpol/MS


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