O governador Reinaldo Azambuja discutirá com o ministro de Meio Ambiente, José Sarney Filho, várias ações integradas entre os governos federal e estadual para buscar soluções para as demandas do Estado na área ambiental, como o desastre do Rio Taquari, durante o encontro sobre sustentabilidade e turismo no Pantanal, que será realizado neste sábado, no Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda.
 
O ministro, que já se encontra na Caiman desde ontem (13), acompanhado da presidente do Ibama, Suely Araujo e do senador Pedro Chaves,  nesta sexta sobrevoou o principal ponto de estrangulamento do Rio Taquari: a boca do Caronal. Em seguida, visitou a reserva ecológica do Acurizal, na divisa de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A Acurizal é gerenciada pelo Instituto Homem Pantaneiro (IHP). O secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, acompanhou a comitiva ministerial.
 
O encontro promovido pelo Governo do Estado e a ONG SOS Pantanal contará também com a presença do governador de Mato Grosso, Pedro Taques, que assinará em conjunto com o chefe do Executivo sul-mato-grossense, um documento de manutenção do reconhecido do Pantanal como Reserva da Biosfera Mundial, título concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em 2.000.
 
Taquari
 
Na avaliação do secretário Jaime Verruck, a visita oficial do ministro do Meio Ambiente ao Pantanal, durante três dias, em especial ao Rio Taquari, onde ocorre um dos maiores desastres ambientais do País, permitirá uma discussão mais ampla e uma interlocução mais fácil do Governo do Estado com a União em relação ao bioma visando ações integradas de desenvolvimento e conservação. Um dos pontos principais relaciona-se a recuperação do Taquari.
 
Boca do Caronal
 
“O ministro teve uma noção exata do desastre do Taquari, ao sobrevoar o Caronal, que hoje recebe grande parte da vazão do rio e inunda a planície, e com isso esperamos avançar na discussão e definição de um plano de ação integrado, com intervenção local, nos municípios, para conter o avanço do assoreamento”, disse Verruck, explicando que já existe um diagnóstico da situação ambiental e o momento é de definir diretrizes para, conjuntamente, desenvolver projetos executivos e buscar recursos.
 
O encontro
 
Com objetivo de chamar atenção para importância social e ambiental do bioma Pantanal, o Instituto SOS Pantanal e o Governo de Mato Grosso do Sul promoverão neste sábado, 15, no Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, o Encontro “Futuro do Turismo e Iniciativas à Sustentabilidade do Pantanal”.
 
 
 
Considerado Patrimônio Nacional pela Constituição Federal em 1988 e Patrimônio natural da Humanidade pela Unesco em 2000, o Pantanal é a maior área úmida alagada do planeta. Nesta região rica em diversidade biológica, social e cultural, conciliar atividades econômicas e promover a conservação da biodiversidade por meio de práticas sustentáveis é um desafio constante.
 
O Instituto SOS Pantanal tem se preocupado com o contexto atual, que coloca o Bioma Pantanal como a nova fronteira agrícola dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O desmatamento e a instalação de práticas agropecuárias inadequadas podem deixar a região vulnerável.
 
Segundo Roberto Klabin, presidente do Instituto SOS Pantanal, caso a ocupação do uso do solo e a cobertura vegetal da Bacia do Alto Paraguai (BAP) for feita de forma inadequada poderá haver a perda da qualidade ambiental, além de, aos poucos, inviabilizar a nascentes atividades turística na região.
 
“Neste contexto a sociedade brasileira pode escolher se quer deixar o Pantanal se descaracterizar em virtude de práticas inadequadas de ocupação do solo, como o desmatamento, por exemplo ou, pode mostrar para as autoridades estaduais e federais que a região mais bonita do mundo pode diversificar a sua economia, investindo em atividades alternativas, como o turismo e a valoração dos serviços ecossistêmicos”, acrescenta o presidente da Instituição.
 
Além do encontro entre as autoridades, que se prolongará pela manhã e à tarde, também estão previstas a realização de atividades culturais tradicionais da região, como a festa do laço comprido, e a exposição de projetos de conservação em fauna e flora que ajudam na conservação e divulgação do bioma. Todas as atividades  tem como objetivo  sensibilizar e promover o diálogo para construção de um Pantanal Sustentável.

Fonte: Governo do MS


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