O número de pessoas que tiram a própria vida tem aumentado muito e o suicídio – ainda considerado um tabu para muitas famílias – vem ganhando espaço na mídia. 
 
Com o objetivo de debater o assunto, considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um problema de saúde pública, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), realiza no dia 23 de novembro, às 19h, no auditório da entidade, o I Ciclo de Palestras sobre Suicídio e Depressão.
 
Dados do Mapa da Violência 2014 apontam que Mato Grosso do Sul teve a segunda maior taxa de suicídios na população jovem do país. Outra estatística alarmante é sobre os casos de tentativa de suicídio. Para cada pessoa que se suicida, outras 20 tentaram se matar. 
 
A média é de uma tentativa a cada dois segundos. No Brasil, o número de pessoas que cometeram suicídio perde apenas para homicídios e acidentes de trânsito entre as mortes por fatores externos (o que exclui doenças).
 
A vice-presidente da Comissão de Direito Social da OAB/MS, Andréia Bilange Baião, explica que a abordagem do tema será multidisciplinar com psicólogos, psiquiatras e especialistas que possam contribuir com medidas efetivas de auxílio na prevenção contra o suicídio. 
 
"Precisamos levar esse trabalho de conscientização não só para as escolas públicas e particulares, mas para comunidades, empresas e demais ambientes organizacionais. O Ciclo de Palestras é só o início desta participação da OAB", afirmou. 
 
A advogada e representante da Comissão de Segurança Pública da OAB/MS, Isabela Saldanha, destaca que boa parte dos suicídios é cometido por pessoas com depressão, independente de sexo, faixa etária ou qualquer outra característica. 
 
"A OAB/MS não poderia ficar inerte diante desse assunto e aprender sobre a depressão é o primeiro passo para superar o problema. No caso das mulheres, o suicídio pode ser efeito da violência doméstica, mas tem uma série de fatores que influenciam como o luto, conflitos familiares, separações, problemas endócrinos, transtornos mentais ou de personalidade, stress pós-traumático, entre outras doenças psiquiátricas. É preciso que haja um melhor entendimento sobre o assunto e o debate proposto no Ciclo de Palestras tem a intenção de abolir a ideia e o preconceito de que a depressão é frescura". 
 
Para a presidente da Comissão das Pessoas Idosas, com Deficiência e da Acessibilidade (Codiped), Rita de Cássia Fuentes Luz, outro fator que pode elevar o índice de pessoas com depressão e, consequentemente, levar ao suicídio, é a descoberta de uma nova realidade enfrentada por algum tipo de deficiência.
 
"A pessoa entra numa crise existencial porque precisa se adaptar a novos métodos de vida, do cotidiano. O tetraplégico, por exemplo, pode levar um tempo para conseguir assimilar de uma hora para outra que vai ter que conviver com a limitação. A dificuldade de aceitação e reintegração à sociedade pode vir a ser um complicado processo". 
 
As inscrições podem ser feitas pelo site da Escola Superior de Advocacia de Mato Grosso do Sul (ESA/MS): www.esams.org.br. Mais informações pelo telefone: 3342-4000/ 98111-0970. Serão emitidos certificados mediante prévia inscrição. 

Fonte: Da Redação - Com informações assessoria


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