Mais um capítulo da história de agressões contra um garoto de 17 anos, sofridas em um Lava Jato da capital, onde trabalhava, se desenvolveu nas últimas horas.  Depois das alegações da defesa, através do Escritório de Ricardo Trad, representado pelo advogado aquidauanense Francisco Guedes, alegando que o que ocorreu foi uma “infeliz brincadeira” (Leia texto neste Site), agora foi a vez da advogada do adolescente, Katarina Viana, se manifestar.

Segundo a advogada, o adolescente sustenta que “nunca brincou com o equipamento” e que ao contrário do depoimento da sogra do proprietário do Lava Jato - um dos agressores - “essa prática” referindo-se a eventual “brincadeira”, não era comum entre os três envolvidos no drama que gerou a perda de parte de seu intestino.

Num dos trechos mais chocantes  de seu depoimento, a vítima relata que “pediu para pararem” com a ação de introduzir uma mangueira de compressor no seu ânus. Mas, eles – o patrão, de 20 anos, e um outro funcionário, de 31 -  não pararam. Os autores teriam pressionado o instrumento de trabalho da empresa por cerca de 10 minutos, só parando quando perceberam que o garoto  apresentava sinais graves, como vomitar e defecar.

Katarina diz que está acompanhando o inquérito policial, que ao fim das investigações deverá ser encaminhado ao Ministério Público Estadual. “Depois vamos analisar as medidas a serem tomadas”.  O estado de saúde da vítima encontra-se estável,  depois de ter passado por um procedimento cirúrgico, na última quinta feira, 9, para drenar líquido dos pulmões.  A sonda para alimentação foi retirada e a mesma deixou a unidade de terapia intensiva, transferindo-se para um quarto. 

Fonte: Da Redação


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