Entrevistados acreditam queo governo federal é responsável pela entrada de produtos contrabandeados
Mato Grosso do Sul foi apontado como principal corredor para a distribuição de produtos contrabandeados do Paraguai, segundo pesquisa divulgada nesta semana pelo Datafolha. O estado, que faz fronteira com a Bolívia e o Paraguai, também foi apontado como a região que mais consome produtos contrabandeados como eletrônicos, roupas, calçados, DVD's de jogos e filmes e cigarros. 
 
Enquanto a média nacional da população admite consumir produtos ilegais, que é de 26%, a região centro-oeste ultrapassa a casa dos 35%. Além disso, para os 86% dos entrevistados da região, as altas taxas de impostos sobre produtos fabricados no Brasil favorecem o aumento de produtos contrabandeados no território nacional, principalmente advindo do Paraguai.
 
A pesquisa, que é considerada inédita e foi encomendada pelo ETCO (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial), em parceria com o FNCP (Fórum Nacional Contra à Pirataria e Ilegalidade), revelou ainda que 66% dos moradores do centro-oeste sabem que o comércio da mercadorias ilegais favorece o crescimento da violência e da criminalidade. 
 
Já a outra metade dos entrevistados também acreditam que o governo federal é o principal responsável pela entrada de produtos contrabandeados no país e quase todos os brasileiros entrevistados afirmaram serem a favor da revisão de impostos sobre os produtos legais.
 
Dessa forma, tornaria seu preço mais acessível e competitivo em relação aos ilegais, contribuindo assim para o combate ao crime organizado. Pois, segundo a pesquisa, 64% dos entrevistados afirmaram terem consciência que o contrabando de cigarros do Paraguai é quem abastece o caixa e financia as atividades das facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital).
 
Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, Edson Vismona "O levantamento evidencia que o principal estímulo ao contrabando é a diferença entre o preço, resultado da vantagem financeira que os criminosos têm em função da disparidade tributária entre o Brasil e o Paraguai'
 
Vismona também explica que é necessário maior fiscalização nas fronteiras do Centro-Oeste e revisão dos impostos sobre os produtos nacionais para que haja plena legalidade do mercado interno.
 
"A sociedade também está ciente da omissão do Governo Federal e de outras autoridades na entrada de produtos contrabandeados no Brasil e, consequentemente, do aumento da criminalidade, com o tráfico de drogas e de armas", conclui Vismona. 

Fonte: Da Redação


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