Nesta terça-feira (23) a Aviação Naval completa 100 anos
Nesta terça-feira (23) a Aviação Naval completa 100 anos. Em homenagem a esta data especial, o 4º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-4), subordinado ao Comando do 6º Distrito Naval, organizou uma programação com cerimônia militar, estandes com informações de como ingressar na Aviação da Marinha, exposições de aeronaves e materiais. 
 
Confira a programação para o centenário da Aviação Naval.
No dia 26 de agosto haverá a cerimônia Militar Centenário da Aviação Naval, no Comando do 6º Distrito Naval. No dia 27 de agosto uma Exposição de Aeronave e materiais, na Casa do Marinheiro de Ladário (CAMALA), das 9h às 16h.
 
Já no dia 28 de agosto acontece a exposição de Aeronave e materiais, no estacionamento do anfiteatro do antigo Centro de Convenções Miguel Gomes, localizado à Rua Domingos Sahib, 570, Porto Geral, Corumbá, das 9h às 16h. 
 
Início - A história da Aviação Naval brasileira iniciou-se em 1916 com a criação da Escola de Aviação Naval (EAvN), na cidade do Rio de Janeiro. O pioneirismo no emprego de aeronaves militares no Brasil, em prol da segurança e do desenvolvimento nacional, contribuiu para o desbravamento das rotas aéreas e em operações de patrulha em defesa do nosso litoral e áreas fronteiriças. Em 10 de novembro de 1932, foi criada a Base de Aviação Naval de Ladário.
 
O motivo da presença da Aviação Naval no Pantanal, que operou naquela época com cinco hidroaviões modelo “Farey-Gordon” pertencentes à Primeira Divisão de Esclarecimento e Bombardeio, era o conflito entre o Paraguai e a Bolívia pela posse da região do Chaco Boreal, localizada na parte central da América do Sul, próxima aos Andes. A área possuía grande quantidade de petróleo, além de ser crucial devido o acesso ao Oceano Atlântico, pelo Rio Paraguai.
 
Em 1941, após o fim dos conflitos entre os países vizinhos, as operações com as aeronaves da Marinha do Brasil foram interrompidas na região, porém, deixando marcas e legados históricos no Complexo do 6º Distrito Naval, tais como: a antiga torre de controle do espaço aéreo, localizada junto ao prédio onde hoje funciona o Grupamento de Fuzileiros Navais de Ladário e uma placa com o título “Rampa de Hidroaviões” preservada no cais da Base Fluvial de Ladário.
 
Devido à importância estratégica da região para o Brasil e manutenção das fronteiras do território brasileiro, em 1989, decidiu-se pela retomada das operações aéreas na área no Pantanal, fazendo com que a Marinha enviasse para o Comando do 6º Distrito Naval um Destacamento de São Pedro da Aldeia-RJ, dando início ao que se denomina segunda fase da Aviação Naval na região e que perdura até os dias atuais.
 
Naquela época, após seis anos operando e retomando a experiência sobre as ações aéreas nesta área pantaneira, foi criado, em 16 de maio de 1995, o 4º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, o nosso querido Esquadrão HU-4, com o lema “As Asas da Marinha no Pantanal”, cuja área de jurisdição compreende os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Atualmente a Organização Militar opera com três helicópteros modelo UH-12 – Esquilo Monoturbina.
 
Ao longo desses quase 84 anos de existência no Pantanal, muitas foram às missões atribuídas a esta Unidade Aérea da Marinha, que brilhantemente contribuiu com o trabalho de excelência executado pela Aviação Naval.
 
São incontáveis os apoios às Inspeções Navais nos rios das regiões Sudeste e Centro-Oeste; Operações com Navios da Flotilha de Mato Grosso; Operações Ribeirinhas; Operações Conjuntas com o Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira, Armadas da Bolívia, do Paraguai e da Argentina.
 
Os helicópteros, que também são conhecidos como “Gaviões Pantaneiros”, têm importantes participações nas atividades da sociedade local, como Missões Humanitárias e de Transporte Aeromédico.

Fonte: Da Redação


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