Nos últimos oito meses deste ano, foram abertos 2.128 postos formais de trabalho
Nos últimos oito meses deste ano, foram abertos 2.128 postos formais de trabalho pelo setor industrial de Mato Grosso do Sul, que é composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. O montante, ainda de acordo com os dados levantados, é em virtude de agosto ter sido mais um mês com saldo positivo na geração de empregos com a abertura de 1.037 vagas, sendo o melhor resultado mensal dos últimos 30 meses.
 
Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, a indústria é o grande referencial em termos de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e os empresários do setor têm trabalhado forte nessa direção. “Os números agradam a todos nós e, nesse sentido, a Fiems tem procurado atender as demandas das empresas instaladas, além de buscar novas opções para a diversificação da indústria no Estado. O Brasil volta a ter esperança e nós empresários, como demonstram os dados, também voltamos a acreditar que podemos superar essa grande crise criada no passado”, afirmou.
 
O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, explica que, considerando apenas o ano de 2016, o saldo das contratações nas atividades industriais do Estado ficou positivo em seis dos oito meses com dados oficiais disponíveis. “Porém, nos últimos 12 meses, foram encerradas 2.477 vagas, mas o desempenho vem melhorando sistematicamente. Por exemplo, na comparação com o início do ano, os últimos 12 meses terminados em janeiro indicavam o fechamento de 9.003 vagas. Ou seja, o total de vagas encerradas na indústria estadual, no comparativo anualizado, se reduziu em 72%”, detalhou.
 
Principais segmentos - Ele explica que no mês de agosto os segmentos da indústria que mais geraram novos postos de trabalho foram a indústria da construção (+609), alimentos e bebidas (+315) e química (+81), enquanto no ano os maiores empregados foram a indústria da construção (+2.354), a de serviços industriais (+470), a de alimentos e bebidas (+334) e a de borracha, couro e diversas (+236). Já os vilões dos últimos 12 meses foram os segmentos da indústria química (-1.836), de têxtil e vestuário (-1.042), da indústria mecânica (-470), da indústria de produtos minerais não metálicos (-425) e da indústria de calçados (-406).
 
O conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou agosto de 2016 com 127.363 trabalhadores empregados, indicando aumento de 0,62% em relação a julho. “Com esse desempenho, o setor industrial segue com o 3º maior contingente de trabalhadores formais do Estado e responde por 19,6% de todo o emprego formal existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás dos setores de serviços, que emprega 194.950 trabalhadores e tem participação equivalente a 30%, e da administração pública, com 129.972 trabalhadores ou 20%”, acrescentou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.
 
Especificações - Em Mato Grosso do Sul, de janeiro a agosto de 2016, ao todo 98 atividades industriais apresentaram saldo positivo de contratação, proporcionando a abertura de 4.850 vagas. Entre as atividades industriais com saldo positivo de pelo menos 100 vagas destacam-se construção de edifícios (+933), construção de rodovias e ferrovias (+738), obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (+379), obras de terraplenagem (+320), geração de energia elétrica (+242), fabricação de celulose e outras pastas para a fabricação de papel (+213), montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (+198), fabricação de brinquedos e jogos recreativos (+147), coleta de resíduos não-perigosos (+137), preservação do pescado e fabricação de produtos do pescado (+107) e abate de suínos, aves e outros pequenos animais (+104).
 
Por outro lado, no mesmo período, 112 atividades industriais apresentaram saldo negativo em Mato Grosso do Sul, proporcionando o fechamento de 2.722 vagas. Entre as atividades industriais com saldo negativo de pelo menos 100 vagas destacam-se fabricação de álcool (-301), fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado (-251), fabricação de fogões, refrigeradores e máquinas de lavar e secar para uso doméstico (-182), obras de engenharia civil não especificadas anteriormente (-162), confecção de roupas íntimas (-130) e construção de redes de transportes por dutos, exceto para água e esgoto (-126).
 
Municípios - Em relação aos municípios, constata-se que em 50 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação no período de janeiro a agosto, proporcionando a abertura de 3.553 vagas. Entre as cidades com saldo positivo de pelo menos 100 vagas destacam-se Três Lagoas (+958), Aparecida do Taboado (+485), Água Clara (+338), Campo Grande (+188), Nova Andradina (+173), Mundo Novo (+166), Angélica (+143) e Maracaju (+139), sendo que as atividades que mais contribuíram nos municípios selecionados foram construção de edifícios (+876), construção de rodovias e ferrovias (+620), obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (+378)
 
Por outro lado, no mesmo período, em 27 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, proporcionando a fechamento de 1.425 vagas. Entre as cidades com saldo negativo de pelo menos 100 vagas destacam-se: Bataguassu (-215), Eldorado (-200), Terenos (-160), Dourados (-159) e Paranaíba (-114), sendo que as atividades que mais contribuíram nos municípios selecionados foram fabricação de álcool (-380), abate de reses, exceto suínos (-297), fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado (-263), fabricação de açúcar em bruto (-163), fabricação de laticínios (-126) e montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (-116).

Fonte: Da Redação - Com informações assessoria


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