A recente publicação de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), que conferiu a Três Lagoas o status de “capital nacional do emprego” em 2016, diante da geração de 3.569 postos de trabalho, sendo 2.389 da construção civil, alavancados pela expansão da planta de produção de celulose, chama a atenção para a realidade de que alguns municípios do Estado de Mato Grosso do Sul estão virando a página da crise.

Um mapeamento dos novos investimentos em curso no Estado colocam outros municípios em destaque, além do próspero município do Bolsão, aonde 10 novas empresas podem se estabelecer nos próximos anos. Em Dourados, segundo maior município do Estado, com  210 mil habitantes, o grupo JBS está dobrando a capacidade da unidade da Seara direcionada para a produção e processamento de integrados de suínos, demandando um investimento de R$ 560 milhões. O mesmo grupo está implantando uma linha de produção de Perus em Itaporã, ao custo de R$ 490 milhões e apontando para a geração de 1.450 empregos diretos e 4.500 indiretos. Finalizando a perspectiva da geração de mais de 3.200 empregos diretos e 12.700 indiretos na região da Grande Dourados da maior produtora de carne do mundo, o município de Caarapó deve receber R$ 80 milhões de investimentos.  Fora deste núcleo, a JBS está ampliando a capacidade de produção de sua unidade de Sidrolândia.

Como sempre aparece nos cenários de desenvolvimento do Estado, o município de Maracajú, terra do governador Reinaldo Azambuja, se prepara para uma verdadeira transformação nos próximos anos.  Algo em torno de R$ 3 bilhões serão investidos na industrialização de grãos, com destaque para os projetos de processamento de milho e soja do Banco de Desenvolvimento da China (CDB) e do BBCA Group, também da China, cuja fábrica deve entrar em funcionamento ainda em 2017. Acompanhando esta tendência de altos investimentos de grupos estrangeiros no Estado,  o município de Chapadão do Sul fortalece sua economia, colhendo resultados de empreendimentos como a primeira indústria de fracionamentos de grãos do Brasil.

“Apesar da crise, o Estado de Mato Grosso do Sul apresenta grandes perspectivas de crescimento nos próximos anos”, diz um analista econômico consultado pelo O PANTANEIRO.  Ele indica como fatores importantes a disponibilidade de matéria prima, a posição estratégica do Estado, que facilita a logística de entrega de produtos, o empenho de alguns gestores e especialmente os incentivos fiscais oferecidos por alguns municípios e pelo próprio Estado. Outros exemplos, como a ampliação da linha de produção da Aurora – terceiro maior grupo agroindustrial do setor de carnes do país – em São Gabriel e a mudança do modelo de produção em municípios como Bandeirantes, onde a soja como a expandir-se, apontam para um cenário altamente positivo quando se pensa o futuro. 

Fonte: VSM para O PANTANEIRO


Deixe seu comentário