Sensibilizado com a história de Senhorinha da Silva Porfirio, de 68 anos, contada em um jornal do Estado,  dia 24, que há 40 anos perdeu contato com os irmãos Manoel e Agenor da Silva, o policial militar João Gomes, de Aquidauana, pesquisou e encontrou em Campo Grande um dos irmãos da idosa.
 
Henrique Alexandre do Amaral, 26 anos, neto de Senhorinha, mora em Jundiaí, São Paulo, e recorreu às mídias digitais na tentativa de reencontrar os irmãos da avó que, de acordo com as últimas informações, há 40 anos, estariam morando em Ponta Porã. Porém, o que Henrique não esperava é que os parentes fossem ser encontrados tão rapidamente.
 
O militar João Gomes, de Aquidauana, que há pouco tempo passou por situação parecida com a de Henrique, leu a reportagem na manhã de hoje e iniciou as pesquisas. “Todos os dias pela manhã eu leio as notícias na internet, e hoje me chamou a atenção o caso da Senhorinha que há 40 anos procurava pelos irmãos. Então, como temos acesso a programas que facilitam as buscas, comecei a procurar”, contou o PM à reportagem.
 
Há 10 anos, João reuniu a mãe e a irmã, que não se viam há aproximadamente 30 anos. “Devido a várias mudanças minha mãe acabou perdendo contato com a família dela por uns 30 anos mais ou menos. Depois que entrei na PM, em 2006, no ano seguinte tive contato com o Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo) e, através dele localizei minha tia, que mora em Japorã, Mato Grosso do Sul. Então quando me formei na polícia, estava em Naviraí e aproveitei para ir até a cidade [Japorã]. Sem o endereço exato, peguei o antigo e fui assim mesmo. Lá, os próprios vizinhos me passaram o endereço atual, e então encontrei a irmã da minha mãe”, relatou o policial.
 
E foi através do mesmo programa, o Sigo utilizado pela Polícia Militar, Civil e Corpo de Bombeiros, João não conseguiu localizar os irmãos de Senhorinha, mas pelo mesmo sobrenome encontrou uma das filhas de Agenor, Madalena.
 
“Peguei o número do telefone dela no sistema e pelo WhatsApp contei que a irmã do pai dela, que morava em São Paulo, estava procurando pelos irmãos. De início ela ficou desconfiada, pensou que fosse trote. Mas depois ela disse que ia falar com o pai dela. Então expliquei a ela que havia lido a reportagem no Correio do Estado, enviei o link e o contato do Henrique”, detalhou o policial.
 
Após colocar as duas famílias em contato, Madalena e Henrique trocaram informações e se atualizaram sobre o que estava acontecendo. “Ela me mandou fotos deles e disse que quando foi perguntar ao pai sobre a irmã Senhorinha, ele começou a chorar”, contou Henrique.
 
Ainda sem saber o que estava acontecendo, Henrique seguiu, na tarde de hoje, para casa da avó, noticiar a ela que o irmão havia sido localizado. “Falei para ela que estava indo lá porque tinha uma boa notícia, mas não contei o que era, vou contar pessoalmente”, explicou.
 
A partir de agora as famílias deverão combinar o reencontro, que deve acontecer em breve. “Vamos mandar vídeo da minha avó para eles e vamos colocar ela em contato com o irmão. Mas ela vai querer ir à Campo Grande para vê-los”, finalizou Henrique, o neto que teve a iniciativa de unir o que 40 anos separou.

Fonte: correio do estado


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