Esta semana representantes da Secretaria de Estado de Educação (SED) estiveram em Dourados iniciando a implementação da ‘Educação Integral em Tempo Integral’ nas escolas estaduais Presidente Vargas, Menodora Fialho de Figueiredo, Floriana Lopes, José Pereira Lins, Antonia da Silveira Capilé e Ministro João Paulo dos Reis Veloso, que juntas atendem 6.442 estudantes. A iniciativa pode ser aplicada em outras cidades de Mato Grosso do Sul

A semana teve início com visitas às escolas e o curso com tempo de estudos com os profissionais da educação, professores e equipe técnico-pedagógica das escolas envolvidas, com palestra do professor Pedro Demo e participação da secretária de Estado de Educação, Maria Cecilia Amendola da Motta e do superintendente de Políticas para a Educação da SED, Waldir Leonel.

Na quinta-feira (11), 250 profissionais das seis escolas  envolvidas na ‘Educação Integral em Tempo Integral’ iniciaram a segunda etapa do curso, com a equipe do Grupo de Estudo da SED. Com quatro meses de duração, o curso tem foco na vivência da aprendizagem pela educação científica escolar, isto é, a pesquisa como uma maneira escolar e acadêmica própria de educar.

Educação Integral em Tempo Integral

 Com o intuito de garantir a qualidade e a equidade na aprendizagem dos estudantes da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul, a SED implantou, inicialmente em duas escolas estaduais de Campo Grande, a ‘Educação Integral em Tempo Integral’. O objetivo é estabelecer uma concepção pedagógica voltada à ampliação de oportunidades de aprendizagem, para além da simples ação de ampliação do tempo na escola.

A ‘Educação Integral em Tempo Integral’ acontece em turno único, com jornada escolar de no mínimo 7 horas de trabalho escolar diário e cumprimento de 200 dias letivos. O foco é na aprendizagem da educação científica com a utilização de um princípio educativo claramente estabelecido, que norteia todas as ações desenvolvidas, o educar pela pesquisa.

A carga horária semanal dos professores contempla formação continuada, planejamento individual e coletivo e sessão de estudos. Para os estudantes, a aprendizagem da educação científica significa o envolvimento com o conhecimento. “Os estudantes vão à escola não para assistir aulas, mas para estudar, pesquisar, elaborar e reproduzir conhecimento no denominado tempos de estudo, ou seja, no tempo do professor com seu grupo de estudantes”, informou a secretária Maria Cecilia.

O palestrante

Pedro Demo é graduado em Filosofia, com doutorado e pós-doutorado em Sociologia, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) e autor de mais de 90 livros. O professor trabalha com metodologia científica, no contexto da teoria crítica e pesquisa qualitativa e pesquisa principalmente a questão da aprendizagem nas escolas públicas, por conta dos desafios da cidadania popular.

Para ele, é preciso montar um ambiente de aprendizagem nas escolas, transformando sistema de ensino em sistema de aprendizagem, fazendo com que o professor seja autor, estude, pesquise, leia, elabore e divulgue. “Professor que é um bom aprendiz consegue fazer com que seu estudante aprenda”, concluiu.

Fonte: Governo do MS


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