Bancada durante anúncio das mudanças feitas na educação.
A Secretária de Estado de Educação, Maria Cecilia Amendola da Motta, acompanhou na tarde desta quinta-feira (22), em Brasília, o anúncio da Medida Provisória (MP) sobre o Novo Ensino Médio, feito pelo presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Educação, Mendonça Filho. “É uma estrutura diferente, como se o aluno pudesse construir o seu próprio currículo. Vamos colocar o aluno como protagonista, como centro do processo. Ele vai escolher qual caminho quer seguir, de acordo com a sua vocação e o que quer para seu futuro”, destacou a Secretária.
 
“As crianças e os jovens do Brasil têm pressa. A educação precisa avançar”, afirmou o ministro Mendonça Filho, ao apresentar a proposta. Um dos principais pontos do Novo Ensino Médio é a flexibilização do currículo. Serão ofertadas quatro áreas de estudo – linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências sociais e humanas. O modelo trará, ainda, a formação técnica e profissional dentro da carga horária do ensino regular.
 
A carga horária continuará sendo de 2.400h, sendo o limite máximo de 1.200h para a Base Nacional Curricular Comum (BNCC). As demais 1.200 horas serão voltadas para o currículo flexível. “A BNCC vai nortear as aprendizagens e competências necessárias e o aluno poderá cursar os componentes curriculares definidos por esse documento. E na parte flexibilizada do currículo, o estudante que optar pelo aprofundamento e formação na área de ciências sociais e humanas, por exemplo, dedicará ainda mais tempo para os componentes curriculares como filosofia ou sociologia”, explicou o ministro.
 
No Novo Ensino Médio a oferta de Língua Portuguesa e Matemática será obrigatória, ano a ano, durante os três anos do ensino médio. As demais disciplinas da Base Comum poderão ser ministradas conforme determinação das redes e das próprias escolas.  “Mato Grosso do Sul ficou em primeiro lugar no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em Língua Portuguesa e em segundo lugar em Matemática na proficiência, mas caiu na classificação por causa do fluxo, pois os estudantes abandonam escola. Já está provado que deixam a escola não para trabalhar, mas porque o modelo com 13 disciplinas obrigatórias, nos três anos, não é atrativo, então é necessário mudar o formato”, esclareceu Maria Cecilia.
 
A Medida Provisória (MP) com a proposta de reestruturação do ensino médio segue para aprovação no Congresso Nacional.

Fonte: Com informações do Ministério da Educação


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