Dirigentes das entidades representativas do setor lojista e de serviços avaliam que um fator importante para a economia é o fluxo de recursos do Governo do Estado destinados aos investimentos em obras, no entanto, o suporte fundamental é a injeção financeira dos salários dos servidores. A regularidade do pagamento da folha contribui muito, daí a expectativa em relação ao mês de dezembro e início de janeiro, quando o Estado paga os salários de novembro (01/12), o 13º salário (até o dia 20/12) e os salários de dezembro (início de janeiro de 2017).  A injeção financeira será de R$ 1 bilhão.
 
Na avaliação do presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), João Carlos Polidoro, a contribuição dos servidores públicos no fim do ano será expressiva. Polidoro diz ainda que essa injeção de dinheiro na economia local deixa o comércio animado e otimista, pois impulsiona diversos segmentos.
 
“Os servidores são um público consumidor importante e representam uma contribuição expressiva na movimentação do comércio. Com o pagamento dos salários em dia, eles terão mais tranquilidade para quitar sua contas e conforto para escolher os presentes de natal. Os empresários poderão fazer investimentos importantes e tenho certeza que os colaboradores do comércio estão de braços abertos para recebê-los. Valorizamos essa atitude do governo do Estado”, reforçou Polidoro.
 
O presidente da Câmara de Dirigentes Logistas, Hermas Rodrigues, o cumprimento desse importante compromisso é uma forma de o governo gerar riquezas. Hermas destacou ainda a boa gestão de Reinaldo, que vem mantendo as contas equilibradas, mesmo em um cenário em que a economia nacional encontra-se fragilizada.
 
“Quando existe uma boa gestão, o governo produz riqueza, fazendo a roda da economia girar. A gestão do governador Reinaldo Azambuja está comprometida com os gastos públicos. O pagamento em dia é bom para os funcionários e para o comerciante. O setor vislumbra uma reação da economia melhor este ano. Apesar de estar muito aquém, a melhora é positiva e muito mais significativa do que no ano passado. Estamos com uma campanha de Natal que conta com apoio do Governo. Além disso, em 2017 já teremos o aumento do teto do super simples. São medidas que dão um novo ânimo para o empresariado e aumentam o índice de confiança”, avaliou.
 
Conforme o presidente do Sistema Fecomércio-MS, Edison Araújo, a instituição prevê que para cada 10% da população de Mato Grosso do Sul que resolva gastar R$ 200, entre comemorações e presentes para o Natal, haverá uma movimentação na economia de aproximadamente R$ 53 milhões.
 
“As perspectivas estão favoráveis: a intenção de consumo das famílias tem aumentado nos últimos dois meses. Também o índice de confiança do empresário tem crescido ao longo do ano e, com ele, as expectativas de investimento em mão-de-obra. A previsão é gerar aproximadamente 5 mil empregos temporários para o final do ano. Cabe ressaltar que há expectativas de que a partir do 13º salário muitas dívidas possam ser pagas, com os empresários aproveitando a oportunidade para propor renegociações e até mesmo aproveitar o pagamento para compras do fim de ano à vista”, ressaltou.
 
Em Mato Grosso do Sul, apesar da recessão que atinge o Brasil, a equipe econômica do governador Reinaldo Azambuja garantiu o pagamento do 13° salário. Com isso, em um intervalo de 40 dias, somente o Governo do Estado vai injetar na economia cerca de R$ 1,2 bilhão.
 
Pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que somado ao servidores do governo do Estado, o décimo terceiro salário de todos os sul-mato-grossenses poderá movimentar R$ 2,35 bilhões, o que representa um incremento de 18,8% em relação a 2015 (R$ 372,272 milhões a mais). Em todo o país, o departamento indica R$ 197 bilhões na economia como pagamento do 13º. Serão cerca de 84 milhões de brasileiros beneficiados com um rendimento adicional, em média, de R$ 2.192.
 
Para o cálculo, o Dieese leva em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho. Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e informações da Previdência Social e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN).

Fonte: Diana Gaúna-Subcom


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