Dois nomes conhecidos em Mato Grosso do Sul estão fazendo parte de órgãos que representam os mais altos interesses das nações indígenas.

O recém nomeado presidente da Fundação Nacional do Índio, Antônio Fernandes Toninho Costa, dentista, assessor parlamentar e pastor evangélico, trabalhou entre 2005 e 2009 na Missão Evangélica Caiuás, em Dourados, na área de saúde indígena.  Sua indicação surpreendeu o Movimento Indígena Nacional, pois diversas organizações apoiavam o indígena Sebastião Manchineri, do Acre, e outros setores o nome de Noel Villas-Bôas, filho dos sertanista Orlando Villas-Bôas. Teria pesado, entre outras coisas, o perfil mais técnico de Antônio, que tem 25 anos de militância nas políticas indígenas, sendo especialista em saúde indígena, com graduação pela Universidade de São Paulo.

Se o fato do presidente indicado não ser índio gerou protestos, por outro lado um representante indígena de Aquidauana está fazendo história.  Com sua indicação para a Assessoria Parlamentar de Assuntos Nacionais Indígenas, Sebastião Souza Terena é o primeiro indígena a participar do órgão.  “Meu foco será a luta pelo povo da região do meu Estado junto aos parlamentares, no entanto estarei atento às necessidades da população indígena de todo o país, que alcança quase um milhão de pessoas, em 305 etnias”, diz.

Indigenista, o aquidauanense já atuava na Fundação Nacional do Indio, órgão pelo qual promete lutar. Na sua percepção, a FUNAI precisa ser como um “primeiro escalão do governo”.  Outra de suas bandeiras é a criação de secretarias indígenas nos municípios. 

Fonte: Da Redação


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