O instrumentista Marcelo Loureiro é o músico que fecha a primeira noite 13º Festival América do Sul Pantanal, representando a arte brasileira, na próxima sexta-feira (11), em Corumbá. O show acontece às 22h15, na Praça Generoso Ponce.
 
Instrumentista de estilo marcante, Marcelo Loureiro também mescla diferentes ritmos musicais e busca novos caminhos dentro de sua arte, em que predominam influências folclóricas latinas. O músico estudou técnicas de violão clássico, popular, erudito e flamenco, mas adaptou uma maneira própria de tocar.
 
Autodidata, durante sua trajetória se dedicou a estudar outros instrumentos. Adaptou a técnica utilizada no violão para a viola caipira e a harpa paraguaia, que atualmente fazem parte do seu show. É inegável a presença da inspiração fronteiriça em suas obras. Carioca de nascimento, morou também em Guia Lopes da Laguna antes de iniciar estudos mais aprofundados de violão na capital sul-mato-grossense.
 
“Eu não tinha pretensão de ser músico instrumentista e no primeiro ano que comecei, toquei em diversas bandas. Só eu em 1998 contraí um câncer e tive que fazer tratamento até 2006. Esse período foi determinante para eu continuar porque foi nesta época que as pessoas passaram a me chamar para fazer shows como instrumentista. O resto aconteceu de uma forma muito natural”, relembra.
 
O músico – reconhecido dentro e fora do Brasil – já dividiu o palco com vários artistas de projeção nacional, como Almir Sater, Tetê Espíndola, Helena Meirelles, Yamandú Costa, Renato Borghetti, entre outros, e também representou a cultura do Estado e do Brasil em eventos por países da América Central, América do Sul e Europa.
 
Em sua carreira solo gravou um único álbum, intitulado “Alma Platina”, lançado em 2004. Participou de álbuns de artistas regionais e de coletâneas como “Violões do Brasil”, com os principais nomes do cenário nacional do violão. Em 2012, participou do Concurso Nacional “Voa Viola”, patrocinado pela Caixa Econômica Federal. Foi classificado entre os 12 melhores violeiros do Brasil e ganhou o prêmio na categoria instrumental.
 
Os projetos do músico para o ano que vem é percorrer o interior do Estado para ensinar suas técnicas em projetos focados no ensino de música e já tem agendado um show em Nova York, na sede da ONU, onde vai se apresentar pela segunda vez.
 

Fonte: Da Redação - Com informações assessoria


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