Grupo protestou nesta quinta-feira por melhores condições de trabalho. Fotos: O Pantaneiro
Os servidores públicos municipais e estaduais de Aquidauana, contratados e efetivados, se reuniram hoje (22) pela manhã na Praça dos Estudantes, para protestar contra dois projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Com faixas, cartazes e apitos, cerca de 300 pessoas, entre trabalhadores da educação e da saúde, tomaram a praça e em seguida fizeram caminhada pelo centro da cidade.
 
Eles se manifestaram contra o descaso da gestão municipal em relação aos salários que há mais de três meses não vêm sendo pagos em dia, e também contra a PL257/2016 que mantém a renegociação da dívida com os Estados, retira outros impedimentos de carreira como o Limite Fiscal, o pagamento de promoções e progressões, mas mantém o Artigo 4º, que fala do teto de crescimento das receitas só de acordo com a inflação, o INPC.
 
 Para Francisco Tavares, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinted) de Aquidauana, esses dois projetos constituem um “Pacote de Maldade” já que tem como objetivo a reforma da previdência, e de modo geral uma retirada de direitos já sagrados aos servidores.
 
“A redução do investimento em políticas públicas fundamentais como a saúde e a educação, a privatização das empresas estatais, a entrega de nossas riquezas à exploração das empresas multinacionais, a retirada de diretos fundamentais da classe trabalhadora, o desemprego e o arrocho salarial, são políticas claras de desmonte. O cenário está sombrio e é de total retrocesso civilizatório. O momento põe em risco a democracia e a soberania nacional, que leva à precarização das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores no campo e na cidade, coloca para o movimento sindical da educação o desafio de continuar fazendo a defesa incondicional dos direitos e interesses da classe trabalhadora", disse o representante do Sinted.
 
A paralisação de hoje tem a intenção de chamar a atenção da população sobre estes projetos que podem retirar os direitos do trabalhador e prejudicar a todos. As pessoas não acreditam que podem perder saúde, segurança e educação. O intuito é alertar a sociedade sul-mato-grossense para a perda de direitos da Classe Trabalhadora que irá atingir em cheio a qualidade do ensino público brasileiro.
 

Fonte: Pedro Neto


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