Motociclistas continuam dominando o número de acidentes em Campo Grande. Estatística do Batalhão da Polícia Militar de Trânsito (BPTran), divulgada hoje, indicou que 53% das batidas envolveram vítimas que estavam em moto. Em números absolutos, isso representa 4.579, de um total de 8.517.
 
Quem mais fica ferido ou perde a vida na Capital são os pilotos de motocicleta. Quem está na garupa também sofre. No ranking de vítimas de acidentes de trânsito, o motociclista ocupa o primeiro lugar (4.135 pessoas) e o garupa, o terceiro (715). Ano passado foram 6.824 pessoas que ficaram feridas ou morreram no trânsito de Campo Grande.
 
"Por que são registrados tantos acidentes se na autoescola aprende-se que conduzir defensivamente um veículo, principalmente motocicleta, é o modo ideal para preservarmos a vida? Geralmente, conforme adquire-se prática passa-se a ter muita autoconfiança e cria-se alguns maus hábitos na direção que podem prejudicar os próprios condutores e até mesmo aumentar o risco de acidente", informou nota do governo do Estado.
 
Silvio Portes, examinador de trânsito do Departamento Estadual (Detran-MS), destacou que muitos que anda de moto na cidade cometem ao menos um desses erros:
 
- utilizar telefone celular encaixado no capacete;
 
- pilotar com apenas uma das mãos no guidão;
 
- fumar durante a direção;
 
- transitar com a viseira aberta e/ou com a jugular aberta/frouxa;
 
- não fazer o uso adequado da seta;
 
- andar entre os veículos;
 
- realização de manobras perigosas;
 
- não utilizar vestimentas adequadas; 
 
- não manter uma distância de segurança de outro veículo; e
 
- utilizar pneu em mau estado de conservação.
 
"Alguns motociclistas precisam estar cientes que o trânsito não depende só deles, eles precisam estar mais atentos a tudo que acontece para se protegerem, pois em relação aos outros veículos eles são os mais vulneráveis”, analisou o examinador, que apontou que há também muitos condutores que sequer tem habilitação.
 
MUITA GENTE
 
Dados da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), divulgados em novembro pelo Correio do Estado, mostrou que um motociclista morre por semana em Campo Grande.
 
A Agetran aponta a imprudência como principal causa deste tipo de incidente, opinião compartilhada por familiares e amigos das vítimas.
 
 
 

Fonte: Correio do Estado


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