É chegado o momento,
De acertar os ponteiros.
De gastar argumentos...
Ajuntar o sinuelo.
Aparar as arestas...
Montar o fatal roteiro!
 
 
É nessa hora que ajunta,
Grupo, antes... Divergentes.
Água e óleo se acumulam...
No mesmo recipiente.
Abraços e aconchegos...
Pra ludibriar a gente!
 
 
Tudo regrado a interesses...
Nem sempre coletivo.
Oferecimento de benesses...
Entre ferrenhos inimigos...
E... Cartilhas diferentes,
Juntam-se num mesmo livro!
 
 
O inocente eleitor,
Vive assediado.
Aquele antigo favor...
Pelo político é cobrado!
Seja a ambulançoterepia...
Ou... O remédio comprado!
 
 
Nas festas juninas,
Em todas as reuniões.
Os famosos vaselinas,
Chegam com os seus carrões,
Distribuindo simpatia...
Rematam tudo, em leilões!
 
 
Compra, paga, faz discurso!
Mostra sua devoção.
Patrocina os concursos,
Doa a prenda, o bonachão!
Aos promotores do evento...
Coloca-se à disposição!
 
 
As palavras companheiro,
Parceiro, amigo, irmão...
Fazem parte do roteiro,
Do discurso, saudação!
Demonstra intimidade...
Humildade... Servidão.
 
 
Aos menos atentos...
Consegue ludibriar. 
Explana seus argumentos,
Seu plano pra governar.
Diz ser experiente...
Melhor time vai montar!
 
 
E nesse grande engodo,
Faz o seu comercial.
Diz, política é um jogo:
Tem um time genial!
E... Solução pra tudo:
Assim... No povo, põe o buçal!
 
 
Esses cabras são mais lisos,
Do que mussum com seu limo!
Na testa do eleitor...
De serviçal põe carimbo!
Aquela prenda doada...
Chama-se cela... Destino!
 
 
Oxalá, que o povo acorde! 
E fique mais arredio.
Mande esses alforjes...
Para ponte que caiu!
Seu voto sela o destino...
De sua casa... Brasil!!!!!
 
 
Poema: Valdemir Gomes dos Santos
24/06/12